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Moinhos e moleiros no rio Ocreza (Beira Baixa, Portugal) : um estudo antropológico sobre o património fluvial / Lois Ladra

por Ladra, Lois

Capítulo
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8585 Capítulo en monografía

No Inverno 2010-2011, uma equipa de trabalho interdisciplinar integrada por arqueólogos, antropólogos, topógrafos, arquitectos, desenhadores e técnicos em SIG procedeu ao estudo de quase cinquenta moinhos implantados nas margens do rio Ocreza, um dos afluentes setentrionais do Tejo. Os ditos moinhos pertencem administrativamente aos municípios de Castelo Branco e Vila Velha de Ródao, ambos na regiao portuguesa da Beira Baixa. O processo de investigaçao consistiu em trabalhos de pesquisa bibliográfica e arquivística, porspecçoes arqueológicas, inquéritos orais, levantamentos arquitectónicos, produçao de cartografias en ambiente SIG e análise etnológica. A farinaçao tradicional manteve-se activa até os finais do século XX, data em que todos os engenhos moageiros deixaram de trabalhar. Na zona estudada constatou-se a existência de um amplo leque de recursos tecnológicos orientados a satisfazer as necessidades de farinaçao. Embora quase todos os engenhos de moagem possam ser classificados como sistemas hidráulicos de tecnologia rotativa com eixo vertical e rodízio horizontal, também se registou a presença de mecanismos movimentados manualmente, com recurso à tracçao animal, com ajuda do vento e mesmo com gasóleo. Entre os engenhos hidráulicos foi establecida uma dupla tipologia sazonalmente complementar, diferenciando entre os moinhos que permaneciam submersos durante o Inverno e os engenhos a cotas mais elevadas.

Notas

P. 199-214



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No Inverno 2010-2011, uma equipa de trabalho interdisciplinar integrada por arqueólogos, antropólogos, topógrafos, arquitectos, desenhadores e técnicos em SIG procedeu ao estudo de quase cinquenta moinhos implantados nas margens do rio Ocreza, um dos afluentes setentrionais do Tejo. Os ditos moinhos pertencem administrativamente aos municípios de Castelo Branco e Vila Velha de Ródao, ambos na regiao portuguesa da Beira Baixa. O processo de investigaçao consistiu em trabalhos de pesquisa bibliográfica e arquivística, porspecçoes arqueológicas, inquéritos orais, levantamentos arquitectónicos, produçao de cartografias en ambiente SIG e análise etnológica. A farinaçao tradicional manteve-se activa até os finais do século XX, data em que todos os engenhos moageiros deixaram de trabalhar. Na zona estudada constatou-se a existência de um amplo leque de recursos tecnológicos orientados a satisfazer as necessidades de farinaçao. Embora quase todos os engenhos de moagem possam ser classificados como sistemas hidráulicos de tecnologia rotativa com eixo vertical e rodízio horizontal, também se registou a presença de mecanismos movimentados manualmente, com recurso à tracçao animal, com ajuda do vento e mesmo com gasóleo. Entre os engenhos hidráulicos foi establecida uma dupla tipologia sazonalmente complementar, diferenciando entre os moinhos que permaneciam submersos durante o Inverno e os engenhos a cotas mais elevadas.

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